Qautro casamentos e um funeral

Trata-se de um maravilhoso filme com o Hugh Grant e com a charmosa Andie MacDowell.

Lançado em 1994, conta a história de um solteirão que tem problemas com compromisso, até que encontra a bela Andie MacDowell.

Na verdade, o tema de fundo do filme é sobre o timing que envolve as pessoas: encontros e desencontros de um casal ao longo do filme. Ele apaixona-se por ela e quando vai tentar algo mais formal, descobre que ela está noiva. Ela se casa e, no dia do casamento dele, aparece na catedral e diz que se divorciou.

É engraçado e triste ao mesmo tempo muito embora, para a felicidade geral da nação, o final seja feliz.

Tenho uma queda muito grande por finais felizes, pois no fundo me considero um otimista por natureza (na verdade, o copo não está meio cheio, está sempre cheio).

Pensando hoje sobre o timing das coisas, cada vez mais acho que elas acontecem no seu devido tempo e como devem acontecer.

Um amor que não deu certo no passado pode muito bem tornar-se uma grande amizade. Mas o amor do passado também pode voltar como amor, se for para ser amor.

Seja como for, não olho para os amores do passado com tristeza. Na verdade, trago todos comigo, pois me ajudaram a ser aquilo que sou hoje.

Muitas vezes agimos como “Amaranta”, a maravilhosa personagem do livro Cem anos de solidão, de Gabriel Garcia Marques. Vivemos em busca de um amor e, quando o encontramos, temos medo de aceitá-lo.

Pode não ser o timing correto e, se tiver que acontecer novamente, ocorrerá e, na segunda vez, de maneira muito melhor do que a primeira, desde que o timing esteja ajustado.

No fundo no fundo, o timing é fundamental para qualquer coisa na vida. O grande Maquiavel falava de fortuna e virtú, mas se vivesse em nossa época certamente na obra o Príncipe estas palavras teriam sido substituídas por timing.

E é exatamente por não controlarmos o timing das coisas que a vida se torna fantasticamente arriscada. Aliás, como já dito por alguém, viver é perigoso e por isso fantástico.

Curta um pouco mais sua reflexões sobre timing ao som da maravilhosa trilha sonora do filme clicando abaixo (Wet Wet Wet, com Love is all around).

http://br.youtube.com/watch?v=TQQ6SfPZggw&feature=related

PS – Não tenho escrito posts jurídicos recentemente pois estou finalizando dois livros (sobre provas e o novo procedimento do júri) e por isto, neste espaço, tenho reservado para meus assuntos aleatórios.

Autor: guimadeira

Sou um cara de fé que acredita em sonhos. Fã incondicional de Shakespeare, Paulo Coelho e de Gabriel Garcia Marques, também adoro Neil Gaiman e Steven Spielberg. Ah, também tenho vários livros publicados, sou mestre e doutor em processo penal pela USP e Juiz de Direito. Corredor amador.

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