Thunder Road

Eis outra música que tenho ouvido demais ultimamente: Thunder Road, do bom e velho Bruce Springsteen. Embora com uma levada meio triste, trata-se de uma música cheia de esperança e que se refere, acima de tudo, sobre a redenção e a vitória.

Vejam os trechos iniciais e a dor do homem que fala com seu amor:

“Enquanto o rádio toca, Roy Orbinson está cantando para os solitários: ‘ei, sou eu e é só você que eu quero’. Não me mande pra casa de novo, eu não suportaria me ver sozinho mais uma vez. Não fuja correndo pra dentro de casa, querida, você sabe pra que que eu estou aqui. então você está com medo e pensando que talvez já tenhamos passado da idade. mas tenha um pouco de fé; existe magia na noite.”

A música fala, então, de compromisso e fé: de como os casais de amantes devem ter fé no amor e fé em si mesmos. Nós podemos nos esconder embaixo de várias desculpas para o que quer que não tenha dado certo, mas ainda temos sempre uma chance de fazer o que é certo:

“Você pode se esconder dentro das cobertas e estudar a sua dor; desenhar cruzes nos nomes de seus namorados ou despedaçar rosas na chuva; ou mesmo gastar todo o verão rezando pra que uma salvação apareça andando pela rua.

Bem, eu não sou herói nenhum, que isso fique bem claro. Toda a redenção que posso te oferecer,garota, está debaixo desse velho capô. Com somente uma última chance de fazer tudo dar certo”.

E o que faz o bom e velho Bruce então? Sem nada mais para fazer, sem nenhuma opção na vida, a única alternativa é caminhar pela estrada, somente ele e seu amor, em busca da vitória:

“Abaixe o vidro da sua janela e deixe o vento assoprar seu cabelo para trás.

A noite se abre diante de nós, e essas duas pistas podem nos levar para qualquer lugar.

Temos mais uma chance de fazer isso se tornar verdade; de trocar essas asas velhas por rodas.

Suba aqui, está esperando por nós logo adiante na estrada. Garota, eu quero que você entenda de uma vez: eu estou indo embora essa noite pra conseguir a minha terra prometida. quando se nasce com nada nas mãos, hey, é a única chance que se tem.

Eu posso ver ela se estendendo abaixo do sol, eu sei que já é tarde mas chegaremos a tempo se pisarmos fundo.

Ah, eu queria que você viesse, então deixe pra trás o que você perdeu, deixe na estrada o que já é velho demais na sua vida”

Mas a opção pelo amor e pela caminhada conjunta não é fácil: há dúvidas demais e medos demais. Devemos deixar tudo isso para trás e caminhar rumo à vitória juntos. Não há vitória que não seja amarga demais se você não estiver junto de seu amor:

“Bem, eu tenho essa guitarra e eu sei como fazê-la falar. E meu carro está ali atrás, se você estiver pronta para fazer a longa caminhada da sua porta da frente para o meu banco de passageiro: a porta está aberta, mas a viagem não é de graça.

E eu sei que você se sente sozinha; e sei das palavras que eu nunca disse; mas esta noite estaremos livre, e todas as promessas serão quebradas!”

O fato meu amigo, é que precisamos caminhar juntos, sempre. E embora a música trate sobre perdas, derrotas, redenção e vitória, não vejo como não ligá-la diretamente à vitória também do casal de amantes.

Afinal de contas, se Bruce está abandonando aquela cidade cheia de perdedores, porque ele vai chamar sua amada para ir com ele?

“Então Mary, entre no meu carro: Esta cidade é cheia de perdedores, e eu estou caindo fora daqui para vencer.”

É certo que a música trata sim de perdas, vitórias e de redenção. Mas não consigo dissociá-la do amor, como disse acima. E uma das coisas legais sobre esta música é imaginar que esta música é do ano em que eu nasci (1975), música de abertura do clássico álbum Born to Run e, na lista da Rolling Stone sobre as 500 melhores músicas de todos os tempos, ela ficou em 86. Julia Roberts (sim a atriz), quando perguntada sobre qual música lhe desecreve melhor, não teve dúvidas: cravou Thunder Road (“You ain’t a beauty, but hey, you’re alright.”).

PS – Realmente estou bastante ansioso com a chegada dos livros às livrarias. Conversei na editora (Millennium) e acredito que a partir do dia 12 de agosto eles já devem estar disponíveis:

a) Da prova penal: tipo processual, provas típicas e atípicas;

b) Nova Lei do Procedimento do Júri Comentada.

PS2 – É realmente sempre objeto de muita tensão o lançamento de uma obra no mercado, que dirá duas?! Sinto-me como Bruce: vamos para a estrada para vencer…

Autor: guimadeira

Sou um cara de fé que acredita em sonhos. Fã incondicional de Shakespeare, Paulo Coelho e de Gabriel Garcia Marques, também adoro Neil Gaiman e Steven Spielberg. Ah, também tenho vários livros publicados, sou mestre e doutor em processo penal pela USP e Juiz de Direito. Corredor amador.

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